Chilly Gonzales - Ivory Tower
Robyn - Bodytalk, Pt1
Röyksopp - Senior
Scissor Sisters - Night Work
Miami Horror - Illumination
Aeroplane - We Can't Fly
Hurts - Happiness
Monarchy - Monarchy

O Novo Opus Sound

O novo endereço do novo Opus Sound
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É um novo começo para o Opus Sound. Nova casa, novo logo, nova face, mas o mesmo conceito: partilhar convosco os meus interesses musicais. Foram vários meses de silêncio em que eu próprio não soube se o Opus Sound voltaria a ver a luz do dia ou se ficaria no seu leito de morte para toda a eternidade. A vontade de ressuscitar este blog surgiu da necessidade de mudar o visual mas, mais do que isso, da boa música que tem chegado.
Ao mesmo tempo, o blog assume-se como um espaço internacional, pelo que contem também com as traduções em inglês dos posts que vão sendo publicados.
Da minha parte, fica a intenção (boa, espero) de tentar que o Opus Sound não desapareça de vez.
Disfrutem.

It's a new start for Opus Sound. A new home, a new logo, a new look, but the same concept: to share with you guys my musical interests. Several months of silence have past in which I didn't know whether Opus Sound would, once again, see the daylight or just lay on it's deathbed for all eternity. The will to revive this blog came from the need to change the design but, more than that, from the great music comming out.
Meanwhile, the blog as become an international space, so expect the posted message's translations from portuguese to english.
For my part, I'll (hopefully) avoid that Opus Sound disappears for good.
Enjoy.

Your Synthetic Skin

Com algum atraso, a compilação de remixes da semana passada é techno puro. Valentes headbangers para abanar a cabeça, onde as máquinas imperam e o sintético se revela como uma segunda pele. O corpo submete-se à vontade destes ritmos inflexíveis e quando se dá por isso, tem-se o volume no máximo.
Afinal, é assim que se deve ouvir boa música.
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Nº: 63
Título: Your Synthetic Skin
Género: Techno
Tamanho do ficheiro: 83,38Mb
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Playlist:
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01. Headman - Roh (Playgroup Remix)
02. Oliver Huntemann - 37 Degrees (Arnaud Rebotinis Blackstrobe Remix)
03. The Glass - Mad At You (Arveene & Misk Mix)
04. Robosonic - Yasmin (Oliver Koletzki & Florian Meindl Remix)
05. Ladytron - Destroy Everything You Touch (Tom Neville Remix)
06. Style of Eye - We Got You (King Unique Mix)
07. John Dahlback - Blink (D.O.N.S. & DBN Remix)
08. The Killers - Smile Like You Mean It (Fischerspooner Remix)
09. Kanye West - Love Lockdown (Santiago & Bushido Mix)
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(Outras Colectâneas de Remixes
aqui)

Opus Vision: Marina & The Diamonds

Já que estou numa de plágio, a minha querida Marina & The Diamonds tem mais um vídeo, desta vez para o meu tema preferido do disco The Family Jewels. Assim, o vídeo para Shampain é uma saída nocturna gone wrong, com uma Marina mais grogue do que poderíamos supor, mas que exige comiseração: aquele rimmel esborratado dá vontade de trazê-la para casa e dar miminhos.



Notícia: The Orb & Gilmour

É uma colaboração de peso: The Orb e David Gilmour (dos Pink Floyd) preparam-se para editar um disco que promete modificar a forma como ouvimos música: literalmente. O disco intitula-se Metallic Spheres e é um daqueles projectos ambiente experimentalistas super armados ao pingarelho, ou não estivesse dividido em duas partes, uma chamada Metallic Side e a outra Sphere Side, cada uma com faixas intituladas Pt1, Pt2, Pt3, por aí fora...
Mas o mais interessante é que o álbum vai usar o novo sistema chamado 3D60, que permite ouvir sons stereo em 360º sem termos que utilizar equipamento especial. Basta as colunas normais (do PC ou da aparelhagem ou do carro...) ou uns meros headphones. Podem fazer um teste aqui. Interessante.

Opus Vision: Aeroplane

Vito de Luca, o actual único membro do projecto Aeroplane, tem agora a árdua tarefa de fazer com que o hype à volta do nome que conquistou multidões graças a remixes bem esgalhados. Para isso, ele aproveita para lançar mais um single do disco We Can't Fly. Alertado pelo colega de blogosfera Stereo Beatbox, aproveito aqui para deixar o vídeo de Superstar, que está hilariante. Veja, por favor, porque não é todos os dias que vemos alguém vestido com... uma fatia de bacon na testa.



Opus Vision: Röyksopp

Nada como um vídeo sem nexo para publicitar um single e é isso mesmo que os Röyksopp fizeram para The Drug, o primeiro tema extraído de Senior. O novo disco é a segunda metade do trabalho de 2009, Junior, e aqui vingam as paisagens escuras e tristes que se contrapõem à animação fabulástica da primeira parte. Quanto ao vídeo, envolve umas meninas com um ar muito alucinado num ambiente que poderia muito bem ter sido descrito num livro de Stephen King.


Crítica: ceo

Artista: ceo
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Título: "White Magic"
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Ano: 2010
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Editora: Sincerely Yours
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Classificação:
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Se há algo que não se pode chamar a Eric Berglund é que é pessimista. Metade do grupo sueco The Tough Alliance, o jovem cantor decidiu criar este projecto a solo, ceo. Apesar das cores frias do seu país de origem, os Tough Alliance sempre demarcaram a sua pop pelo optimismo, embora por vezes houvessem pinceladas bem negras na suas letras. A música, por sua vez, é uma eufórica celebração musical e o primeiro álbum de ceo não anda longe dessa atitude positiva. Se pensarmos que a maior parte dos artistas nomeia os seus discos e músicas como Black Magic e afins, ceo deixa claro ao que vem com este White Magic.

Realmente, Berglund consegue aqui criar um feitiço sonoro que nos enreda e prende durante a cerca de meia hora que dura o disco. Curto, mas bom.Começa-se com os violinos e os gemidos (que se poderiam assemelhar ao choro de uma cria pela sua progenitora) de All Around, uma faixa que tem tanto de épica como de dramática, mas que nunca se afasta demasiado do desejo pela felicidade. Illuminata, por sua vez, cavalga no largo dorso da pop, cativando pela sua jovialidade, pela sua energia e pela sua alegria sincera. Esta poderia ser a banda sonora para as férias de qualquer grupo de jovens. É, claramente, um dos momentos mais dançáveis do disco, embora nunca deixe de ser exigente e emocional.

Love and Do What You Will soa tão leve e despretensiosa com o amor que é apregoado na letra do tema. Amar incondicionalmente, é isso que está em jogo nesta música que remete para uma relação forjada à beira mar, com palmas a acompanharem o ritmo e tudo. Depois chega White Magic, a title track, que se revela como a viga mestra do disco. Com parcas palavras, o tema inicia-se com sonoridades próximas do tribalismo psicadélico e entretanto surgem dedilhados de violas de sabor latino. Até que a melodia desponta inesperadamente por entre relinchos de cavalos e ondas a desmaiarem na areia. Com uma elegância desarmante, Berglund compõe a suprema ode ao verão. Maravilhosa!
Oh God, Oh Dear tem um começo estranho, que remete para canto gregoriano embriagado... Mas depressa os instrumentos de cordas tomam conta da faixa. Não seria uma faixa estranha num disco de Andrew Bird, mas ainda assim, Berglund consegue imprimir-lhe uma personalidade muito própria. Poderia ser um tango, mas também pode ser uma balada mais ousada. Em No Mercy tudo parece um pouco over-the-top. Quase consigo imaginar um bailado estilizado com samurais a voarem pelos ares enquanto desembaínham as suas katanas e se ferem em amorosos golpes limpos, ou não fosse esta uma música sobre as dores provocadas pelo amor.
Come With Me traz consigo um cheiro a belearic, apostando num ritmo vibrante e em jogos sonoros de reflexos cristalinos, bem como samples de vozes a entrecortarem os sintetizadores e os violinos. O disco termina com Den Blomstertid Nu Kommer, um tema onde ceo canta na sua língua original e que parece, de início uma música de igreja. Talvez seja intencional, mas isso não interessa nada quando o referido tema termina em tal melodia que é impossível não ficar rendido e arrepiado. Curiosamente, os violinos que fecham o disco são os mesmos que o iniciaram, numa espécie de ciclo interminável que convida a uma nova audição do disco, para descobrir mais detalhes, mais camadas de efeitos sonoros, mais magia.
Sem dúvida que Berglund é um dos grandes génios do catálogo da Sincerely Yours e este álbum prova-o. Esperam-se voos altos, mas por enquanto, apreciee-se este fabuloso disco.

My Decaying Body

Regresso aos empregos e já os noticiários falam de depressão pós-férias. Aqui o Opus Sound adora esse termo e aproveitou para criar uma colectânea de remixes capazes de potenciar essa depressão a níveis instutentáveis. Isso não significa que os remixes não sejam bons, pois sã-o claramente. Apenas estão do outro lado do espectro: em vez de enérgicos e vibrantes, temos remixes que apostam no techno minimalista e soturno. Vá, experimentem!
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Nº: 62
Título: My Decaying Body
Género: Techno, House, Minimalista
Tamanho do ficheiro: 93,88Mb
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Playlist:
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01. Tokyo Black Star - Game Over (Loco Dice 5am at the Tsukiji Market Remix)
02. Damian Schwartz - Verde Confeti (Pan-Pot Remix)
03. Audion - Noiser (Mary Velo Remix)
04. Robert Babicz - Sin (Ripperton Remix)
05. The Knife - We Share Our Mothers Health (Radio Slave's Secret Base Remix)
06. M.A.N.D.Y. and Booka Shade - O Superman (Robag's Pumper-Nikkel Remix)
07. Rex The Dog - I Can See You Can You See Me (Oliver Huntemann Remix)
08. IMPS - Uncle Limps (Minilogue Remix)
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(Outras Colectâneas de Remixes
aqui)